08 abril 2013

Gust! Uma das minhas paixões em videojogos x))

 

Gust inc. é uma empresa japonesa de videojogos que durante anos proporcionou-me horas/dias/semanas/meses de divertimento em videojogos com um aspeto extremamente "animesco" que agrada a qualquer Otaku. Ar tonelico, Mana Khémia e os vários Atelier são os títulos mais conhecidos.

Para além do aspeto Anime, bastante presente nos seus jogos, outro fator bastante característico é a temática associada à alquimia, quer diretamente relacionada com a história do jogo (como é exemplo de Mana Khémia e a série de jogos Atelier) ou como apenas uma função extra não tendo impacte predominante da história principal (como é o caso de Ar Tonelico).

Alquimia, neste caso, entende-se como a capacidade de produzir items a partir de outros obtidos através da da luta contra monstros, da procura destes pelos mapas ou pela compra em lojas.

Sempre gostei imenso de jogos em pixel art e visto que inicialmente os jogos eram todos feitos em pixel art, e diga-se de passagem, bastante detalhado e muito bem desenhado (o que adoro!!) não foi preciso muito para me chamar atenção. Posteriormente deu-se a transição para gráficos em 3D aquando da passagem de plataforma (da ps2 para a ps3). No entanto, esta transição foi um downgrade tremendo nos primeiros jogos que saíram  especialmente no Ar Tonelico 3, que penso que foi o primeiro que saiu em 3D, mas falarei dele mais à frente. Neste momento, os jogos mais recentes já não têm esse problema, arpesentando gráficos lindíssimos *__* mas nada comparado a um Final Fantasy XIII, mas há que ter sempre em conta que a Gust é uma empresa mais pequena e com um budget não muito alto, comparativamente com empresas grandes como a square-enix (empresa que lança os Final Fantasy).
Aqui está uma imagem para terem uma ideia de como os gráficos progrediram desde a altura que tomei conhecimento dos jogos da Gust e como estão agora. Pessoalmente acho que cada um tem a sua beleza, como já disse adoro gráficos em Pixel art, e estes são bastante detalhados e bonitos, embora admita que gráficos em 3D acabem por ter um impacto maior.

Ar tonelico: Melody of Elemia, foi o primeiro jogo da Gust que tive o prazer de jogar e foi amor ao primeiro trailer x))

Ar tonelico é uma trilogia que, pessoalmente acho bastante impar, no sentido da sua originalidade tanto no setting em que os jogos nos colocam, na banda sonora, como na forma como nos relacionamos com as personagens, e isto aliado a uma história bastante sólida (bem...isto pelo menos para os dois primeiros jogos).  

Passando-se num híbrido de época medieval e futurista em que a banda sonora apresenta elementos líricos com toques electrónicos e músicas cantadas pelas personagens femininas (Reyvateils) numa linguagem feita especialmente para o jogo -Hymmnos-, que pode ser traduzida.
Outra particularidade, é que para além da história principal bastante sólida, bem pensada e estruturada (especialmente no 2º jogo),  apresentam-nos um modo de relacionarmos com as Reyvateils -raparigas que possuem a capacidade de usar magia através de canções- que vamos conhecendo à medida que a história progride. Este dá-se através do sistema de Diving, em que entramos na mente de cada uma, ajudando-as a ultrapassar traumas existentes no seu subconsciente fazendo com que estas desbloqueiem magias mais poderosas para usar nas batalhas. Embora o diving tenha um papel importante na obtenção de magias mais fortes, a sua principal função é a resolução do triângulo amoroso entre o personagem principal e as Reyvateils.

Quanto ao terceiro jogo, bem... este ao contrário dos antecedentes que foram lançados para a ps2, foi lançado para a ps3 e como tal decidiram fazer o jogo em 3D. O problema é que para além dos gráficos terem um aspecto bastante amador, semelhantes aos gráficos no início da ps2 com movimentos nada fluídos, ausência de expressões faciais, etc, etc., todo o jogo sofreu um downgrade no geral. A história não é muito sólida e quase inexistente, como se não tivessem feito um grande esforço para pensar em algo mais assertivo, ao contrário dos jogos anteriores que apresentam uma narrativa de proporções épicas. O sistema de batalha é super básico e repetitivo, as músicas de fundo são na sua maioria desinteressantes e as de batalha chegam a ser extremamente irritantes x_x No entanto, este terceiro lançamento apresenta algumas das melhores musicas cantadas pelas Reyvateils. Só o completei porque sou fã da série, se não, teria deixado logo quase a inicio.

Classificação:
Ar Tonelico I - 5/5  |  Ar Tonelico II - 5/5  |  Ar Tonelico III - 2/5


Mana Khemia (composto por dois jogos no total) é um jogo mais virado para a temática da alquimia, ao contrário de Ar tonelico. Aqui somos um estudante de alquimia, em que nos é atribuído "assignments" como caçar certos monstros, fazer determinados items através de alquimia para que possamos progredir na nossa vida académica. Mas o jogo não se resume apenas a isto, para além dos nossos afazeres académicos, o jogo apresenta-nos uma história bastante envolvente e profunda, apresentando-nos logo no primeiro jogo o oposto do que se espera de uma personagem principal, Vaine é extremamente inseguro de si, embora responsável não consegue fazer nada sem o apoio dos seus amigos. Embora este sofra um crescimento pessoal ao logo do jogo, este mantém-se consistente do inicio ao fim (e mais não posso dizer se não começo a fazer grandes spoilers da história).Ter um personagem tão dispar do clichê de herói, para mim, foi bastante refrescante, embora tenha o efeito contrário em muito boa gente. 

Outra característica a apontar é que Mana Khemia tem o Melhor sistema de batalha que joguei até agora. Temos 8 personagens à nossa disposição e podemos ir alternando todas elas durante a mesma batalha, sempre cheia de bastante movimento, e um número bastante largo de habilidades diferentes e conjugações entre personagens.

O segundo jogo infelizmente ainda não o cheguei a acabar pois perdi o save na altura \(;o;)/, por isso não posso dar uma opinião final, mas em termos de sistema de batalha mantém-se fiel, no caso da história principal temos a opção de ser uma personagem feminina ou uma masculina, cada um com a sua história individual.

Classificação:
Mana Khemia I - 5/5  |  Mana Khemia II - ?/5



A série de jogos Atelier, penso que seja a jóia da coroa desta empresa, pelo menos são são os jogos mais conhecidos pela Gust no japão. Com uma série já alargada de jogos, contando neste momento com 14 lançamentos com o nome Atelier.

No mundo Atelier comecei à relativamente pouco tempo com Atelier Rorona, o 11º Atelier (A11) e primeiro lançamento para a playstation 3.

No caso da trilogia Atelier que estou neste momento a jogar (Atelier Rorona [A11], Atelier Totori [A12], que já finalizei e Atelier Meruru [A13] que já está encomendado e a caminho x)) têm como foco  principal uma rapariga (que dá o nome ao jogo) que deseja ser alquimista. Aqui a história baseia-se muito mais no crescimento pessoal da personagem principal e na relação que se vai desenvolvendo com as outras personagens que a vão acompanhando na sua "viagem" em vez de numa história de proporções épicas onde é necessário salvar o mundo. Ou seja, acabamos por ter um jogo repleto de situações mais banais e engraçadas tendo sempre um toque meigo que nos deixa impossibilitados de não gostar da personagem principal (e de largar uns quantos "aaaaawwww"). 

Para além da função de síntese de items através da alquimia que é predominante na progressão deste jogo, também nos é permitido explorar o mundo para matar monstros, apanhar items e descobrir locais de interesse para a história de algum personagem, como também receber quests dos habitantes para ganhar fama (e dinheiro!). No entanto, tudo nestes jogos é sujeito à passagem do tempo, o que pessoalmente acho suuuuper stressante e custou-me a habituar a inicio x___x Explorar algum mapa, as próprias batalhas, apanhar items, sintetizar items e até descansar gasta tempo! E temos sempre uma data para as quests que são cruciais para a continuação do jogo, como também as quests normais que nos são dadas pelos habitantes e pelos outros personagens. Mas ao habituar, torna-se mais desafiante o que acaba por fazer parte da piada do jogo :) o meu único problema é que gosto de fazer sempre tudo com calma e a 100%, mas com este sistema é praticamente impossível.

Em Atelier Rorona senti que os gráficos poderiam ser mais trabalhados, situação que foi logo resolvida no jogo seguinte -Atelier Totori-. Quanto ao sistema de batalha, penso que podia ser mais completo, ter mais movimento, ter mais habilidades especiais (normalmente os personagens só têm cerca de 2 ataques especiais) o que faz com que pareça que estamos sempre a fazer o mesmo de batalha, para batalha, para batalha x.x

O jogo mais recente da série Atelier (A14), chama-se Atelier Ayesha e é o primeiro jogo pós junção da Gust inc. com a Tecmo Koei. Espero que esta junção permita um maior orçamento para a produção dos jogos, aumentando ainda mais a qualidade destes. O jogo também já está encomendado e a caminho juntamente com Atelier Meruru, estou curioso para ver o resultado x)

Classificação:
Atelier Rorona - 3,5/5  |  Atelier Totori - 4,5/5 | Atelier Meruru - ?/5

1 comentário:

SmXkun disse...

Quero jogar isso tudo!!!!